
Presidente da Repblica
Luiz Incio Lula da Silva
Ministro da Educao
Cristovam Buarque
Secretrio Executivo
Rubem Fonseca Filho
Secretria de Educao Especial
Claudia Pereira Dutra
MINISTRIO DA EDUCAO
SECRETARIA DE EDUCAO ESPECIAL
Braslia
2003
Educao Infantil
Altas habilidades / superdotao
Saberes e prticas da incluso
Saberes e prticas da incluso : altas habilidades :
superdotao - 2. ed. rev. - Braslia : MEC, SEESP, 2003.
26p. : . (Educao infantil ; 9 )
1.Educao inclusiva 2. Educao infantil 3. Altas habilidades
4. Superdotao I. Brasil. Ministrio da Educao. Secretaria de
Educa-o Especial. II. Ttulo
CDU 376: 373.2
FICHA TCNICA
Coordenao Geral
. Prof Francisca Roseneide Furtado do Monte . MEC/SEESP
. Prof Id Borges dos Santos . MEC/SEESP
Elaborao
. Prof Dr Denise de Souza Fleith . Universidade de Braslia-UnB
Reviso Tcnica
. Prof Francisca Roseneide Furtado do Monte . MEC/SEESP
. Prof Luzimar Cames Peixoto . MEC/SEESP
Reviso de Texto
. Prof Id Borges Santos - MEC/SEESP
. Prof Ms. Aura Cid Lopes Flrido Ferreira de Britto . MEC/SEESP
Consultores e Instituies que emitiram parecer
. Prof Dr Eunice Maria L. Soriano Alencar
. Prof Dr Cristina Maria Carvalho Delou . Universidade Federal Fluminense-UFF
. Prof Natalcia Pacheco de Lacerda Gaioso . Consultora autnoma
. Prof Dr Zenita C. Guenther . Centro de Desenvolvimento para o Potencial e Talento-
CEDET - Lavras/MG
. Prof Vera Lcia Palmeira Pereira . Membro da Associao Brasileira de Superdotados -
Seccional/DF
. Centro de Apoio Pedaggico Especializado da Secretaria de Educao do Estado de So
Paulo-CAPE
. Fundao Catarinense de Educao Especial do Estado de Santa Catarina
. Secretaria de Estado da Educao de Minas Gerais / Diretoria da Educao Especial
. Secretaria de Estado da Educao e Qualidade do Ensino . Centro de Triagem e Diagnstico
da Educao Especial do Estado do Amazonas-SEDUC
. Secretaria de Educao do Estado de So Paulo
. Secretaria Executiva de Educao do Par . Departamento de Educao Especial
Carta de Apresentao
A primeira infncia das crianas exige carinho e cuidado. Mas para que a pessoa
humana realize plenamente seu potencial, deve haver tambm, desde o nascimento,
um processo educativo que ajude a construir suas estruturas afetivas, sociais e
cognitivas. Educao infantil  mais do que cuidar de crianas.  abrir a elas o caminho
da cidadania.
Se essa compreenso orienta, hoje, as polticas pblicas, at ela se consolidar foi
um longo caminho. Entre os sculos XVIII e XIX, na poca da Revoluo Industrial,
crianas e mulheres participavam de regimes desumanos nas fbricas. Trabalhadoras
e trabalhadores tiveram que lutar, ento, por melhores condies de trabalho, inclusive
para preservar a vida em famlia e para que as crianas pudessem viver sua infncia.
J entre os sculos XIX e XX, certas teorias sugeriam haver pessoas e grupos inferiores
ou superiores, ao defenderem que a capacidade mental vinculava-se  herana
gentica. A educao, assim, viria apenas confirmar o veredito da desigualdade.
Hoje, estudos mostram que o potencial humano no se define de antemo: nos
trs primeiros anos de vida a criana forma mais de 90% de suas conexes cerebrais,
por meio da interao do beb com estmulos do meio ambiente. Essas novas idias e
a luta por um mundo mais justo passaram a demandar novas polticas, que criassem,
para todas as crianas . inclusive as que apresentam necessidades educacionais
especiais . contextos afetivos, relacionais e educativos favorveis. Isso  tarefa da
educao infantil, e demanda: projeto pedaggico na creche e na pr-escola; atuao
de profissionais capacitados; participao da famlia e da comunidade.
Os sistemas de ensino devem se transformar para realizar uma educao inclusiva,
que responda  diversidade dos alunos sem discriminao. Para apoiar essa mudana,
o Ministrio da Educao, por intermdio da Secretaria de Educao Especial, elaborou
uma Coleo . ora apresentada em sua 2. edio, revisada . composta por nove
fascculos. So temas especficos sobre o atendimento educacional de crianas com
necessidades educacionais especiais, do nascimento aos seis anos de idade. O objetivo
 qualificar a prtica pedaggica com essas crianas, em creches e pr-escolas, por
meio de uma atualizao de conceitos, princpios e estratgias. Os fascculos so os
seguintes:
1. Introduo
2. Dificuldades Acentuadas de Aprendizagem ou Limitaes no Processo de
Desenvolvimento
3. Dificuldades Acentuadas de Aprendizagem . Autismo
4. Dificuldades Acentuadas de Aprendizagem . Deficincia Mltipla
5. Dificuldades de Comunicao e Sinalizao . Deficincia Fsica
6. Dificuldades de Comunicao e Sinalizao . Surdocegueira / Mltipla
Deficincia Sensorial
7. Dificuldades de Comunicao e Sinalizao . Surdez
8. Dificuldades de Comunicao e Sinalizao . Deficincia Visual
9. Altas Habilidades / Superdotao
Esperamos que este material possa ser estudado no conjunto, e de forma
compartilhada, nos programas de formao inicial e/ou continuada de professores da
educao infantil. E que os conhecimentos elaborados no campo da educao especial
colaborem para que as crianas com necessidades educacionais especiais tenham
acesso a espaos e processos inclusivos de desenvolvimento social, afetivo e cognitivo.
 esse o nosso compromisso.
Claudia Pereira Dutra
Secretria de Educao Especial - MEC
Sumrio
INTRODUO.................................................................................................................................07
PARTE I
CONSIDERAES TERICAS E POLTICAS ............................................................................11
PARTE II
COMO IDENTIFICAR A CRIANA COM ALTAS HABILIDADES / SUPERDOTAO
EM IDADE PR-ESCOLAR ...........................................................................................................15
PARTE III
CURRCULO: EIXOS DA PROPOSTA PEDAGGICA ...............................................................19
3.1 Objetivos e contedo da educao infantil...................................................................19
3.2 Metodologia e estratgias pedaggicas .......................................................................19
3.2.1 Atendimento Suplementar .....................................................................................21
3.3 Expectativas de aprendizagem ......................................................................................22
3.4 Material pedaggico e recursos tecnolgicos .............................................................22
3.5 Atividades ..........................................................................................................................22
3.6 Avaliao ...........................................................................................................................23
3.7 Referncias bibliogrficas ...............................................................................................24
3.8 Sugestes de leitura .........................................................................................................25

ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAO 7
Introduo
Uma educao democrtica deve levar em considerao a diversidade, ou seja, deve
contemplar as diferenas individuais e oferecer experincias de aprendizagem conforme as
habilidades, interesses e potencialidades dos alunos.
Nessa perspectiva, justifica-se a apresentao de sugestes relativas aprofundar e
enriquecer os contedos curriculares para a educao de alunos com altas habilidades/
superdotados em idade pr-escolar, visando fornecer ao professor uma orientao de como
reconhecer esse aluno em sala de aula, bem como implementar estratgias que atendam s
necessidades dessas crianas.
Para isso, so apresentados um referencial terico, a fundamentao legal e,
principalmente, metodologia e estratgias pedaggicas visando ao desenvolvimento de alunos
com altas habilidades/superdotados. O objetivo desse documento , tambm, desmistificar
vrias idias acerca do aluno superdotado, como tambm sensibilizar e instrumentar o
professor para o uso de estratgias educacionais inclusivas que propiciem a esse aluno
oportunidades de desenvolvimento e auto-realizao de seu potencial criativo e superior.

PARTE I
Consideraes tericas e polticas

ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAO 11
Uma educao democrtica deve levar em considerao as diferenas individuais e,
portanto, oferecer oportunidades de aprendizagem conforme as habilidades, interesses, estilos
de aprendizagem e potencialidades dos alunos. Nesse sentido, alunos com altas habilidades/
superdotados merecem ter acesso a prticas educacionais que atendam s suas necessidades,
possibilitando um melhor desenvolvimento de suas habilidades. Segundo Renzulli (1986), o
propsito da educao dos indivduos superdotados  .fornecer aos jovens oportunidades
mximas de auto-realizao por meio do desenvolvimento e expresso de uma ou mais reas
de desempenho onde o potencial superior esteja presente. (p. 5).
Vrias so as razes para justificar a necessidade de uma ateno diferenciada ao
superdotado. Uma delas  por ser o potencial superior um dos recursos naturais mais preciosos,
responsvel pelas contribuies mais significativas ao desenvolvimento de uma civilizao.
Com relao a esse aspecto, Sternberg & Davidson (1986) lembram, por exemplo, que, quando
se volta  Histria e se buscam os pilares das grandes civilizaes, invariavelmente as
contribuies artsticas, filosficas e cientficas, frutos da inteligncia, talento e criatividade
de alguns indivduos ou grupos de indivduos, so apontadas ou enaltecidas. Com relao 
educao infantil, sabe-se que o perodo que antecede a educao fundamental  da maior
importncia para o desenvolvimento cognitivo e psicossocial. Nesse perodo, as influncias
do ambiente desempenham um papel fundamental para o desenvolvimento do potencial de
cada criana. Propiciar condies que permitam a ela expressar seus interesses e desenvolver
possveis talentos deveria ser o ponto de partida de uma educao diferenciada.
Observa-se, entretanto, que poucas so as oportunidades educacionais oferecidas ao
aluno com altas habilidades/superdotado para desenvolver de forma mais plena as suas
habilidades. Uma possvel explicao para este cenrio so os vrios mitos sobre o
superdotado, freqentes em nossa sociedade, que constituem entrave  proviso de condies
favorveis  sua educao. Predomina, por exemplo, a idia de que esse indivduo tem recursos
suficientes para desenvolver suas habilidades por si s, no sendo necessria a interveno
do ambiente. No entanto,  preciso salientar e divulgar entre educadores que o aluno com
altas habilidades/superdotado necessita de uma variedade de experincias de aprendizagem
enriquecedoras, que estimulem seu potencial. Outro mito  a de que essa criana apresenta
necessariamente um bom rendimento escolar. Porm, o que se tem observado  que indivduos
superdotados podem apresentar um rendimento aqum de seu potencial, revelando uma
discrepncia entre seu potencial e seu desempenho real (Alencar & Fleith, 2001; Alencar &
Virgolim, 1999). Muitas vezes, o aluno com altas habilidades/superdotado pode ficar
desmotivado com as atividades implementadas em sala de aula, com o currculo ou mtodos
de ensino utilizados (especialmente a excessiva repetio do contedo, aulas montonas e
pouco estimuladoras, e ritmo mais lento da classe).
Acredita-se, ainda, que superdotao  um fenmeno raro e que so poucas as crianas
e jovens de nossas escolas que poderiam ser considerados superdotados. O que pode ser
salientado  que se realmente as condies forem inadequadas, dificilmente o indivduo com
um potencial maior ter condies de desenvolv-lo. Assim, da mesma forma que uma boa
semente necessita de condies adequadas de solo, luz e umidade para desenvolver-se,
tambm o aluno com altas habilidades/superdotado necessita de um ambiente adequado
estimulador e rico em experincias. Observa-se, tambm, uma tendncia no sentido de se
acreditar que os superdotados estariam concentrados em apenas uma parcela da populao,
que seria entre indivduos do sexo masculino, de nvel socioeconmico mdio. De modo geral,
12 ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAO
tanto a mulher como o indivduo proveniente de um meio pobre que apresentem uma
habilidade ou um talento especial tendem no apenas a passar despercebidos, mas tambm
a sofrer uma presso no sentido de um desempenho mais baixo (Alencar & Fleith, 2001).
Superdotao tem sido, ainda, vista, erroneamente, como genialidade. Esses termos,
entretanto, no so sinnimos. O gnio seria aquele indivduo reconhecido por ter dado uma
contribuio original e de grande valor para a sociedade (por exemplo, Einstein, Darwin,
Picasso).
No mbito das polticas educacionais, inicialmente, as diretrizes bsicas da Secretaria
de Educao Especial do Ministrio da Educao e do Desporto (Brasil, 1995) consideravam
superdotados (ou portadores de altas habilidades) aqueles alunos que apresentavam notvel
desempenho e/ou elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou
combinados: capacidade intelectual, aptido acadmica ou especfica (por exemplo, aptido
matemtica), pensamento criativo e produtivo, capacidade de liderana, talento para artes
visuais, artes dramticas e msica e capacidade psicomotora.
Atualmente, segundo o artigo 5, pargrafo III, da Resoluo CNE/CEB N 2, de 2001, que
instituiu as Diretrizes nacionais para a educao especial na educao bsica (Brasil 2001d),
educandos com altas habilidades/superdotao so aqueles que apresentam grande facilidade
de aprendizagem, levando-os a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes.
Como conseqncia, estes alunos apresentam condies de aprofundar e enriquecer contedos
escolares.
Considerando as polticas educacionais inclusivas, o aluno deve ser cada vez mais
atendido em seus interesses, necessidades e potencialidades, cabendo  escola ousar, rever
suas concepes e paradigmas educacionais, lidando com as evidncias que o
desenvolvimento humano oferece.
Uma criana pr-escolar que apresente um desenvolvimento cognitivo, socioafetivo e/
ou psicomotor diferenciado e avanado para a idade no pode ser desconsiderada e/ou
desqualificada no mbito escolar. Nesse sentido,  importante atender os alunos de altas
habilidades/superdotados, considerando seu desenvolvimento real, evitando contemplar nveis
de desenvolvimento padronizados, conforme os apresentados em escalas de desenvolvimento.
Cabe, portanto,  escola definir no projeto pedaggico seu compromisso com uma educao
de qualidade para todos seus alunos, inclusive o de altas habilidades/superdotados,
respeitando e valorizando essa diversidade, e definindo sua responsabilidade na criao de
novos espaos inclusivos.
Alm disso,  na educao infantil que se aponta para a possibilidade de realizao de
novas interaes sociais por meio dos reagrupamentos escolares, conforme preconizam os
artigos 23 e 24 da nova LDBEN e que buscam, em ltima instncia, no que o aluno se amolde
ou se adapte  escola, mas que a escola se coloque  disposio do aluno, como um espao
inclusivo.
Na educao infantil se inicia a construo de um processo escolar que poder ser
concludo em menor tempo quanto  srie em que o aluno esteja cursando, etapa escolar em
que o aluno esteja inserido ou mesmo em relao a toda a sua escolarizao. Dessa forma, 
fundamental oferecer desafios suplementares aos alunos de altas habilidades/superdotados.
Para isso  importante a definio de um projeto pedaggico que inclua a modalidade de ensino
educao especial no cotidiano escolar, oferecendo aos alunos de altas habilidades/
superdotados alternativas motivadoras e criativas de aprendizagem que possam garantir o seu
sucesso escolar.
PARTE II
Como identificar a criana
com altas habilidades/
superdotao em idade
pr-escolar

ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAO 15
 importante ressaltar que crianas superdotadas em idade pr-escolar constituem
um grupo heterogneo em termos de interesses, nveis de habilidades, desenvolvimento
emocional, social e fsico (Cline & Schwartz, 1999). Nesse sentido, podemos nos deparar com
uma criana avanada do ponto de vista intelectual, mas imatura emocionalmente. O professor
deve estar atento a essa possvel falta de sincronia entre desenvolvimento intelectual e afetivo
ou fsico. Por exemplo, uma criana superdotada pode apresentar leitura precoce, porm ter
dificuldade em manipular um lpis, pois suas habilidades motoras no esto totalmente
desenvolvidas. Alm disso, a habilidade superior demonstrada por essa criana pode ser
resultado de uma estimulao intensa por parte das pessoas significativas de seu ambiente.
Ao atingir a idade escolar, o desenvolvimento dessa criana pode se normalizar e ela passar
a apresentar um desempenho semelhante aos alunos de sua idade. Por isso, nem sempre
uma criana precoce poder ser caracterizada como superdotada.  essencial, portanto,
acompanhar o desempenho dessa criana, registrando habilidades e interesses demonstrados
ao longo dos primeiros anos de escolarizao, oferecendo vrias oportunidades estimuladoras
e enriquecedoras ao seu potencial.
Dentre as caractersticas mais comumente encontradas em crianas superdotadas em
idade pr-escolar destacam-se (Cline & Schwartz, 1999; Lewis & Louis, 1991):
. Alto grau de curiosidade
. Boa memria
. Ateno concentrada
. Persistncia
. Independncia e autonomia
. Interesse por reas e tpicos diversos
. Aprendizagem rpida
. Criatividade e imaginao
. Iniciativa
. Liderana
. Vocabulrio avanado para a sua idade cronolgica
. Riqueza de expresso verbal (elaborao e fluncia de idias)
. Habilidade para considerar pontos de vistas de outras pessoas
. Facilidade de interagir com crianas mais velhas ou com adultos
. Habilidade para lidar com idias abstratas
. Habilidade para perceber discrepncias entre idias e pontos de vista
. Interesse por livros e outras fontes de conhecimento
. Alto nvel de energia
. Preferncia por situaes/objetos novos
. Senso de humor
. Originalidade para resolver problemas

PARTE III
Currculo:
Eixos da proposta pedaggica

ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAO 19
3.1 Objetivos e contedo da educao infantil
Objetivos:
. Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais
independente, com confiana em suas capacidades e percepo de suas limitaes.
. Descobrir e conhecer progressivamente seu prprio corpo, suas potencialidades e
seus limites, desenvolvendo e valorizando hbitos de cuidado com a prpria sade e
bem-estar.
. Estabelecer vnculos afetivos e de troca com adultos e crianas, fortalecendo sua
auto-estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicao e
interao social.
. Estabelecer e ampliar cada vez mais as relaes sociais, aprendendo aos poucos a
articular seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando a diversidade
e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaborao.
. Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada
vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente,
alm de conscientizar-se da importncia de atitudes que contribuam para sua
conservao.
. Brincar, expressando emoes, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades.
. Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plstica, oral e escrita) ajustadas
s diferentes intenes e situaes de comunicao, de forma a compreender e ser
compreendido, expressar suas idias, sentimentos, necessidades e desejos e avanar
no seu processo de construo de significados, enriquecendo cada vez mais sua
capacidade expressiva.
. Conhecer algumas manifestaes culturais, como, por exemplo, expresses artsticas
populares, demonstrando atitudes de interesse, respeito e tendo oportunidades de
participar em algumas delas.
Contedo:
a) Formao pessoal e social: identidade, autonomia e cooperao.
b) Conhecimento do mundo: movimento, msica, artes visuais, natureza e sociedade,
linguagem oral e escrita, e matemtica.
Os objetivos especficos de cada contedo pode ser encontrado nos volumes 2 e 3 do
Referencial curricular nacional para a educao infantil (Brasil, 2001b, 2001c).
3.2 Metodologia e estratgias pedaggicas
Estratgias de atendimento ao aluno com altas habilidades/superdotado envolvem,
muitas vezes, diferenar ou modificar o currculo regular de modo a adequar o processo de
20 ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAO
aprendizagem s necessidades e caractersticas desse aprendiz. Diferentes estratgias podem
ser empregadas nas classes comuns para diferenciao e modificao do currculo regular,
contribuindo, inclusive, para estimular potencialidades de toda a turma. A seguir, so
apresentados alguns exemplos de estratgias metodolgicas e pedaggicas. Elas se aplicam
tanto  educao infantil quanto ao ensino fundamental.
. A aprendizagem deve ser centrada no aluno. Leve em considerao os interesses e
habilidades dos alunos.
. Implemente atividades de enriquecimento em sala de aula, como, por exemplo,
dramatizaes, produo de histrias etc.
. Investigue os interesses, os estilos de aprendizagem1 e de expresso dos seus alunos
ou observe-os de forma a identificar seus interesses, pontos fortes e talentos.
. Analise e modifique o currculo existente de forma a identificar e eliminar
redundncias e incrementar unidades que sejam desafiadoras para os alunos.
. Retire ou reduza do currculo a ser desenvolvido contedo que os alunos j dominam
ou que pode ser adquirido em um ritmo compatvel com suas habilidades. O uso
dessa estratgia educacional elimina contedo curricular repetitivo, cria um ambiente
de aprendizagem desafiador, reduz sentimentos de apatia e desinteresse dos alunos
superdotados com relao s atividades desenvolvidas em sala de aula, e possibilita
a esses alunos utilizar o tempo economizado para se dedicar s atividades de seu
interesse.  importante que seja feita uma avaliao criteriosa do nvel de
conhecimento do aluno acerca do contedo antes de se implementar essa estratgia.
. Desenvolva atividades com diferentes produtos finais, de modo que as necessidades
individuais possam ser atendidas.
. Permita que os alunos comuniquem conhecimento ou experincias prvias.
. Use vrias estratgias de ensino (atividades em grupo, dramatizao, brincadeiras
etc) de forma a assegurar o envolvimento do aluno em sala de aula.
. Convide pessoas da comunidade ou especialistas para falar para os alunos de forma
a despertar o interesse dos mesmos sobre o contedo estudado e promover o
desenvolvimento de habilidades.
. Envolva os alunos em atividades de soluo de problemas que os levem a transferir
os objetivos de aprendizagem a situaes em que a criatividade e outras habilidades
superiores de pensamento (por exemplo, anlise, avaliao, sntese) sejam
empregadas.
. Estimule os alunos a encontrar respostas para suas prprias questes por meio de
projetos individuais (ex.: registro de atividades e descobertas em lbuns, cartazes,
filmagens, gravaes, desenhos, colagens) e atividades de explorao.
. Envolva os pais no processo de aprendizagem de seus filhos (tutoria, acompanhamento
no dever de casa).
. D ao aluno oportunidade de escolha, levando em considerao seus interesses e
1 Estilos de aprendizagem dizem respeito  forma como o aluno prefere aprender: ouvindo o professor, brincando
com jogos, realizando atividades em grupo, desenvolvendo projetos individualmente etc.
ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAO 21
habilidades.
. D oportunidades ao aluno de obter conhecimento pessoal acerca de suas
habilidades, interesses e estilos de aprendizagem, oferecendo experincias de
aprendizagem variadas.
. Relacione os objetivos do contedo s experincias dos alunos.
. Oferea aos alunos informaes que sejam importantes, interessantes,
contextualizadas, significativas e conectadas entre si, levando em considerao os
interesses e habilidades das crianas.
. Oriente o aluno a buscar informaes adicionais sobre tpicos de seu interesse,
sugerindo fontes de informaes diversificadas (livros, indivduos, revistas, internet
etc).
. Estimule o aluno a avaliar seu desempenho em uma atividade ou tarefa.
. Valorize produtos e idias criativas.
. Situe os alunos nos grupos com os quais melhor possa trabalhar. D oportunidade
aos alunos de desenvolverem atividades com outros de mesmo nvel de habilidade.
. Oferea ao aluno oportunidade de visitar e observar locais variados (ex.: parques,
jardim zoolgico, jardim botnico, teatros, comrcio, galerias de arte, museus, lojinha
de animais domsticos, feira, praa etc).
. Evite rotular o aluno de superdotado. Trate as diferenas individuais como um fato
natural. Lembre-se de que nem sempre o aluno superdotado ter um desempenho
excelente em todas as reas ou atividades.
3.2.1 Atendimento suplementar
Conforme as Diretrizes nacionais para a educao especial na educao bsica (Brasil
2001d), devem ser oferecidos servios de apoio pedaggico especializado aos alunos com
necessidades educacionais especiais. No caso do superdotado, sugere-se o atendimento
suplementar para aprofundar e/ou enriquecer o currculo escolar. Este atendimento  realizado
em salas de recursos, localizadas em escolas da rede regular de ensino, em horrio contrrio
ao da sala de aula comum. A sala de recursos atende alunos oriundos da prpria escola e de
escolas prximas que no possuem tal servio. O atendimento suplementar a alunos
superdotados da educao infantil inicia-se por volta dos quatro anos de idade e tem como
objetivo oferecer oportunidades para que eles explorem reas de interesse, aprofundem
conhecimentos j adquiridos e desenvolvam habilidades relacionadas  criatividade, resoluo
de problemas e raciocnio lgico. Alm disso, esse atendimento contribui para o
desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais, como cooperao e autoconceito, e
propicia ao aluno oportunidades para eles vivenciarem o processo de aprendizagem com
motivao.  importante ressaltar que no  simples realizar, com preciso, um diagnstico
de superdotao para crianas da educao infantil, considerando-se que elas esto em fase
inicial de desenvolvimento e que podem, ainda, ser muito estimuladas pela famlia. Nesse
sentido, o atendimento em salas de recursos possibilita ao professor observar e acompanhar
o desempenho do aluno e verificar se o mesmo pode ser caracterizado como uma criana
com altas habilidades/superdotada.
22 ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAO
3.3 Expectativas de aprendizagem
Crianas com altas habilidades/superdotadas em idade pr-escolar devem vivenciar
diversas situaes de aprendizagem de forma a desenvolver suas habilidades e talentos. Isso
significa implementar atividades que envolvam o pensamento criativo (produo de muitas
idias originais e variadas) e crtico, e que levem a criana a fazer conexes entre idias,
resolver problemas e levantar questionamentos.  importante, ainda, proporcionar  criana
oportunidades para explorar mais amplamente um tema de seu interesse. Sob uma perspectiva
efetiva, espera-se que a criana com altas habilidades/superdotada desenvolva suas
habilidades interpessoais e de comunicao, autonomia, iniciativa, um autoconceito positivo,
e uma compreenso do outro e seu ponto de vista.
3.4 Material pedaggico e recursos tecnolgicos
Embora estejamos cnscios dos recursos limitados em muitas escolas, em termos ideais
um ambiente estimulador deve incluir material de consulta diversificado impresso ou eletrnico
(por exemplo, livros, revistas, jornais, enciclopdias, dicionrio, programas de computador),
materiais para manipulao e explorao (brinquedos, bolas, blocos e jogos pedaggicos,
objetos com sons e formatos diferentes, lupas e lentes de aumento), equipamentos (vdeo,
globo terrestre, aparelho de som e, se possvel, computador). Alm disso, seria altamente
desejvel que o aluno tivesse oportunidade de conhecer e freqentar bibliotecas, de participar
de atividades (na escola ou em outros locais da comunidade), conforme seu interesse e rea
de habilidade. Na rea artstica, materiais de consumo como tintas, lpis, pincis, canetas,
massinha, argila, telas, bem como instrumentos musicais (flauta, por exemplo) devem, tambm,
ser disponibilizados aos alunos.  relevante ressaltar a necessidade no apenas de recursos
materiais, como tambm de recursos humanos diversos (por exemplo, bibliotecrio,
professores bem qualificados de msica, educao fsica, educao artstica etc).
3.5 Atividades
Um projeto pedaggico inclusivo para alunos de altas habilidades na pr-escola no pode
deixar de considerar as atividades que favoream o saber-aprender, o saber-fazer e o saberser,
favorecendo aprendizagens para toda a vida. Seeley (1998) sugere o desenvolvimento de
atividades que envolvam o uso da linguagem, a representao de experincias e idias, o
raciocnio lgico e criativo, a compreenso de tempo e espao e uma aprendizagem ativa por
parte do aluno com altas habilidades/superdotado. Exemplos de atividades so:
. Descrio de objetos, eventos e relaes
. Conversa com colegas acerca de experincias importantes
. Expresso de sentimentos em palavras
. Ouvir e criar ou completar histrias
. Ouvir, criar ou recriar canes
ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAO 23
. Imitaes ou criaes de sons
. Sonorizar poemas (por meio de sons do corpo, objetos ou instrumentos musicais)
. Dramatizaes
. Reconhecimento de objetos pelo som, cheiro e formato
. Identificao de diferenas e semelhanas entre objetos
. Descrio de objetos de vrias maneiras
. Comparao de tamanho, peso, texturas, comprimento etc
. Observao de objetos sob diferentes perspectivas
. Representao de seu corpo
. Descrio de relaes espaciais presentes em desenhos e figuras.
Alencar & Fleith (2001) sugerem outras atividades a serem implementadas com alunos
superdotados:
. Atividades que levem o aluno a produzir muitas idias
. Atividades que levem o aluno a brincar com idias, situaes e objetos (ex.:
brincadeiras de faz-de-conta: casinha, supermercado etc)
. Atividades que envolvam anlise crtica de um acontecimento
. Atividades que estimulem o aluno a levantar questes
. Atividades que levem o aluno gerar mltiplas hipteses
. Atividades que desenvolvam no aluno a habilidade de explorar conseqncias para
acontecimentos que podero ocorrer no futuro
. Atividades que envolvam a discusso de problemas do mundo real
. Atividades que estimulem o aluno a definir e solucionar problemas
. Atividades de pesquisa sobre tpicos do interesse do aluno
. Atividades que estimulem a imaginao dos alunos
. Atividades que possibilitem ao aluno explorar e conhecer diferentes reas do
conhecimento.
3.6 Avaliao
A avaliao da aprendizagem de alunos com necessidades educacionais especiais em
idade pr-escolar deve ser orientada por dois propsitos principais: a identificao das
necessidades educacionais especiais e a tomada de deciso quanto ao atendimento que esses
alunos devem receber, conforme previsto na nova legislao. Dada a diversidade de estilos
de aprendizagem, estilos de expresso e habilidades dos alunos superdotados, mltiplas
formas de avaliao da aprendizagem devem ser consideradas, visando no somente
assegurar respostas educativas de qualidade, mas, tambm, a tomada de decises quanto ao
atendimento de que a criana pr-escolar necessita no mbito da escola, nas modalidades
2 Apoio escolar: auxlio que o professor e o aluno podem receber no processo de ensino e aprendizagem, tanto nas classes
comuns quanto em salas de recursos, prestados por especialistas em educao de alunos com altas habilidades.
3 Complemento escolar: acrscimo feito ao currculo de uma etapa do processo educacional que antecipa contedo do
currculo de base nacional comum da etapa seguinte.
4 Suplemento escolar: ampliao, aprofundamento ou enriquecimento ao currculo de base nacional comum.
24 ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAO
de apoio,2 complemento3 ou suplemento escolar,4 garantindo a educao e o desenvolvimento
das potencialidades desses educandos. Alm disso, em situaes de desenvolvimento
dessincronizado na pr-escola (por exemplo, desenvolvimento intelectual mais avanado do
que o emocional), um cuidadoso e exaustivo trabalho de avaliao escolar deve ser realizado
a fim de fundamentar decises tomadas como a de acelerao de estudos de alunos
autodidatas ou que apresentem ritmos de aprendizagem acelerados em uma ou vrias reas
de aprendizagem escolar.
Alm das alternativas tradicionais de avaliao, outras podero ser utilizadas como,
por exemplo, auto-avaliao, relatrio de atividades e avaliao de produtos elaborados pelos
alunos. A estratgia ideal de avaliao  aquela em que o progresso do aluno  ressaltado.
Isso possibilita ao aluno desenvolver um senso de realizao acadmica e, conseqentemente,
lev-lo a se sentir intrinsecamente motivado em relao ao seu processo de aprendizagem
(Feldhusen, 1994).  importante, ainda, que o professor incentive mltiplas formas de produto
final. Ou seja, o aluno pode demonstrar sua proficincia por meio de um produto escrito
(histria, poesia, carta etc), oral (dramatizao, msica, contar histrias etc), visual (desenho,
colagem, mural etc) e/ou concreto (mbile, mscara, brinquedos, jogos etc), de forma a
contemplar os diferentes estilos de expresso5 dos alunos. Toda informao sobre o aluno
(por exemplo, trabalhos de classe e extraclasse, outras produes do aluno, reas/atividades
de interesse) deve ser documentada e guardada em um portflio, ou seja, em uma pasta para
cada aluno, com sua produo, de forma que as habilidades, interesses, estilos de
aprendizagem e expresso do aluno superdotado sejam ressaltados e o professor possa,
portanto, conhec-lo melhor e estruturar a aula visando atender a suas necessidades
educacionais (Purcell & Renzulli, 1998).
Pensar a construo da educao inclusiva de alunos de altas habilidades/superdotados
na pr-escola envolve superar desafios que vo desde a organizao dos sistemas de ensino,
passando pela escola e pela famlia, garantindo condies escolares de qualidade que
favoream a formao de cidados brasileiros que podero, definitivamente, contribuir para
a construo de uma sociedade verdadeiramente democrtica.
3.7 Referncias bibliogrficas
ALENCAR, E.M.L.S. & FLEITH, D.S. (2001). Superdotao: determinantes, educao e
ajustamento. So Paulo: EPU.
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BRASIL. (1995). Diretrizes gerais para o atendimento educacional aos alunos portadores de
altas habilidades/superdotao e talentos. Braslia: MEC/Secretaria de Educao
Especial.
5 Estilos de expresso dizem respeito  forma como o aluno prefere se expressar: por escrito, oralmente, por meio de
dramatizao etc.
ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAO 25
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Secretaria de Educao Fundamental.
_____. (2001b). Referencial curricular nacional para a educao infantil (vol. 2). Braslia: MEC/
Secretaria de Educao Fundamental.
_____. (2001c). Referencial curricular nacional para a educao infantil (vol. 3). Braslia: MEC/
Secretaria de Educao Fundamental.
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STERNBERG, R.J. & DAVIDSON, J. (Orgs.) (1986). Conceptions of giftedness. New York:
Cambridge University Press.
3.8 Sugestes de leitura
ALENCAR, E.M.L.S. (1991). Como desenvolver o potencial criador. Petrpolis: Vozes.
26 ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAO
_____. (1994). Perspectivas e desafios da educao do superdotado. In: E.M.L.S. Alencar
(Org.) Tendncias e desafios da educao especial (pp. 104-124). Braslia: SEESP.
_____. (2001). Criatividade e educao de superdotados. Petrpolis: Vozes.
_____ & FLEITH, D.S. (2001). Superdotao: Determinantes, educao e ajustamento. So
Paulo: EPU.
FREEMAN, J. & GUENTHER, Z.C. (2000). Educando os mais capazes. So Paulo: EPU.
GARDNER, H. (1995). Inteligncias mltiplas. A teoria na prtica. Porto Alegre: Artes Mdicas.
GUENTHER, Z.C. (2000). Desenvolver capacidades e talentos. Um conceito de incluso.
Petrpolis: Vozes.
VIRGOLIM, A.M.R., FLEITH, D.S. & NEVES-PEREIRA, M.S. (2001). Toc toc... plim plim.
Lidando com as emoes, brincando com o pensamento atravs da criatividade (3a. ed.).
Campinas: Papirus.
WINNER, E. (1998). Crianas superdotadas. Mitos e realidades. Porto Alegre: Artes Mdicas
Sul.



